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15 de nov. de 2007

[AÇÃO] Colonia Cecília - Uma experiência anarquista no Brasil (PARTE 1)


Em finais do século XIX Milão despontava, no panorama artístico europeu, pela grandiosidade de seu teatro, por sua vivência cultural e pelo requintado gosto de seu povo. Neste contexto, Giovani Rossi expunha idéias arrojadas a ouvintes atentos. Em conferências e artigos semanais no jornal Lo Sperimentale, de Bréscia, notabilizava-se por seu humanismo e alta compreensão dos problemas sociais dos artesãos, professores e lavradores da região onde vivia. Filósofo anarquista, pronunciava palestras a ouvidos atentos.
D. Pedro II, graças à sua doença, é aconselhado pelos médicos a se tratar na Europa, e depois de várias escalas chega a Milão, em 29 de abril de 1888. Por intermédio do conde de Mota Maia, o Imperador tem conhecimento da obra Il Commune in Riva al Mare, de Rossi, e mostra-se interessado pelo conteúdo humano de seus escritos - que descreviam uma hipotética experiência anarquista em país americano, onde individualismo livre só cederia ao coletivismo se estivesse totalmente impregnado de egoísmo, onde o ideal de liberdade suporia amor livre, inexistência da propriedade privada, ausência de qualquer dogmatismo. Já em agosto, após o regresso ao Brasil, D. Pedro II escreve ao jovem professor, oferecendo-lhe oportunidade de efetivar, na região Sul brasileira, na Província do Paraná, a objetivação de seu ideal.

Quais seriam as causas de medida tão inesperada?

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