.

.

26 de nov de 2007

[INFO] Jornal oriente Médio Vivo

A proposta do jornal é apresentar-se como uma alternativa à mídia quanto aos fatos noticiados sobre os conflitos no Oriente Médio. A forma com a qual os eventos locais são expostos é passível de manipulação quanto às nações da região. Por dominarem os meios de comunicação predominantes no Ocidente, os governos e a mídia dos países da coalizão disseminam sua ideologia através de uma propaganda etnocêntrica, visando massificar um ideal reacionário, conforme observamos na política econômica e militar de líderes e grupos ocidentais dominantes.
Oriente Médio vivo apresenta fatos omitidos nas notícias exibidas para o Ocidente.


"Somos cientes de que é restrito o acesso a informações advindas de outros meios de comunicação, apresentando uma linha de pensamento sob o risco da manipulação de resenhas sobre os fatos."
[Humam al-Hamzah]
Confira a Edição de n°8O do Jornal:
Nesta nova edição, as manchetes são:
- Quem luta no Iraque?
- Nova omissão de fatos de Israel e Estados Unidos
- Resistência Iraquiana - eventos da semana
Para ver o Site do Jornal e conferir outras edições:

22 de nov de 2007

[AÇÃO] Colônia Cecília - Uma experiência anarquista no Brasil (PARTE 2)

iversos documentos e referências de época comprovam o descontentamento de D. Pedro II com os resultados efetivos da política imigracionista brasileira em geral, e particularmente na província do Paraná. Visconde de Taunay, a respeito da tentativa frustrada de colonização russo-alemã afirma: A primeira entrada foi de mil trezentas e sessenta e seis pessoas, em 31 de dezembro de 1878, começando desde aí os abusos. Uma fazenda ajustada por três réis a braça quadrada, foi posteriormente paga a seis réi s. Amontoados na vila da Palmeira, sem possibilidade de se mexerem dali, pois lhes eram negados os meios de locomoção, levantaram-se afinal e exigiram repatriação, porquanto as terras que lhes impunham eram imprestáveis e más, conforme haviam verificado com instrumento de sondagem e reagentes químicos. (...) Houve necessidade de sustentar à custa do tesouro público milhares de bocas inutilmente por dois meses inteiros e fretaram-se afinal vapores para levar toda essa gente para Hamburgo.

Visconde de Taunay

O desgaste internacional provocado por tal episódio pode ter sido a causa principal para que o Imperador, preocupado em demonstrar que o Brasil oferecia condições vantajosas aos imigrantes, em relação à Argentina e aos Estados Unidos, tenha concedido terras a elementos considerados "nocivos" à ordem política dominante na Itália. Seria correto afirmar que tal medida constituiria considerável ganho diplomático e poderia, ao mesmo tempo, provar que nosso país era realmente capaz de efetuar política imigratória idônea. No entanto, tais interpretações carecem de um estudo mais aprofundado.

Outras partes do texto:

PARTE 1

17 de nov de 2007

[MÚSICA] Canapa nel Cervello

Confiram o som eletrônico do Canapa nel Cervello

http://www.myspace.com/canapanelcervello


15 de nov de 2007

[AÇÃO] Colonia Cecília - Uma experiência anarquista no Brasil (PARTE 1)


Em finais do século XIX Milão despontava, no panorama artístico europeu, pela grandiosidade de seu teatro, por sua vivência cultural e pelo requintado gosto de seu povo. Neste contexto, Giovani Rossi expunha idéias arrojadas a ouvintes atentos. Em conferências e artigos semanais no jornal Lo Sperimentale, de Bréscia, notabilizava-se por seu humanismo e alta compreensão dos problemas sociais dos artesãos, professores e lavradores da região onde vivia. Filósofo anarquista, pronunciava palestras a ouvidos atentos.
D. Pedro II, graças à sua doença, é aconselhado pelos médicos a se tratar na Europa, e depois de várias escalas chega a Milão, em 29 de abril de 1888. Por intermédio do conde de Mota Maia, o Imperador tem conhecimento da obra Il Commune in Riva al Mare, de Rossi, e mostra-se interessado pelo conteúdo humano de seus escritos - que descreviam uma hipotética experiência anarquista em país americano, onde individualismo livre só cederia ao coletivismo se estivesse totalmente impregnado de egoísmo, onde o ideal de liberdade suporia amor livre, inexistência da propriedade privada, ausência de qualquer dogmatismo. Já em agosto, após o regresso ao Brasil, D. Pedro II escreve ao jovem professor, oferecendo-lhe oportunidade de efetivar, na região Sul brasileira, na Província do Paraná, a objetivação de seu ideal.

Quais seriam as causas de medida tão inesperada?

11 de nov de 2007

[NEWS] Tropa de elite


Tropa da elite é assassina de pobres, manada de bestas feras e
bando de imbecis covardes que a imprensa fascista estuma e protege.

Abaixo o
fascismo



"Vai homem de preto,
cumprir sua missão:
Assassinar criança pobre,
com tiro no coração!"

A criança pobre Jorge Cauã Lacerda, de apenas 4 anos, moradora na Favela da Coréia, em Senador Camará, zona oeste do Rio, é uma das mais recentes vitimas da barbárie instalada no Brasil e da ação de extermínio de pobres perpetrada pelas forças policiais assassinas e covardes. Jorge Cauã teve o coração varado por bala disparada por policiais, por volta das 11 horas do dia 17/10, quando policiais atiravam contra supostos traficantes que se escondiam dentro de um barraco ao lado onde ele morava. As balas de fuzis atravessaram as paredes e destruíram todos móveis da casa onde estavam Cauã, sua mãe e um bebê de 9 meses. Outros dez moradores da favela também foram assassinados.


Imagens de emissoras de TV exibidas no dia não conseguiram esconder e mostram a policia disparando em direção aos barracos, o Caveirão (carro blindado) disparando para todo lado e policiais atirando de dentro de um helicóptero, alvejando e assassinando diante das câmeras, dois homens desarmados e sem camisa que corriam desesperados pelo morro descampado, ao lado da favela. Segundo relatos dessa própria imprensa foram sete horas de intensos disparos (sete horas de terror) em diferentes pontos da favela, que é plana e se estende por cerca de cinco quilômetros. Quatro policiais e um morador ficaram feridos; outros 13 moradores foram presos.
Como denuncia a Justiça Global, a OAB-RJ e mais de 30 entidades democráticas, há 10 meses a população do Rio de Janeiro vem assistindo a repetidas execuções sumárias de supostos traficantes. As ações da policia têm provocado medo e terror nas comunidades, impedido o funcionamento de escolas públicas e fechado o comércio local assim como aconteceu no Complexo do Alemão. No dia 27 de Junho de 2007, uma megaoperação nesta comunidade deixou 19 mortos. Desde então, em várias comunidades no Rio, mais de 100 pessoas foram assassinadas durante incursões policiais.
As cenas exibidas pela televisão confirmam que o foco principal da polícia é a execução: dois rapazes, supostamente traficantes, foram perseguidos por helicópteros, alvejados e mortos diante das câmeras. A polícia do Rio insiste em ter como critério de eficiência o alto índice de mortes.
Essa barbaridade policial é o cotidiano vivido pelos pobres nas favelas e periferias e que o noticiário da imprensa e filmes, como tropa de elite, buscam criar o caldo de cultura fascista para legitimar e justificar a matança desenfreada. Os policiais invadem as localidades pobres, inclusive com uso de carros blindados e helicópteros, disparando armas de guerra, sem se importar em quem vai atingir; afinal ali só tem pobres; não têm nenhum marginal rico, políticos corruptos, governantes fascistas, senadores devassos, deputados mensalão, banqueiros, latifundiários, grandes empresários, etc., de quem essa tropa de covardes recebe ordens e é a principal base de sustentação! A imprensa fascista usa de todos os subterfúgios para justificar a política do governo de criminalização da pobreza e as chacinas perpetradas pelo aparato repressivo.
Na incursão que assassinou o menino Cauã e mais dez moradores da favela, foram mobilizados cerca de 500 policiais civis de delegacias especializadas do Rio e policiais militares. A imprensa, também fascista, registra a morte de 12 pessoas - dez moradores que ela faz o prejulgamento de ligação com o tráfico, um policial e a criança de quatro anos – que devido a sua tenra idade não tem como taxá-la de marginal e traficante. Para essa imprensa fascista os 10 moradores mortos são apenas um número; não tem nomes, sobrenomes nem idades, apenas a imputação de ligação ao tráfico que para esses canalhas já justifica a pena de morte e execução sumária – isto bem claro se for do varejo, da arraia miúda, porque aqueles que financiam/chefiam/acobertam e auferem altíssimos lucros com o tráfico (políticos, empresários, coronéis, delegados, etc.) são devidamente ocultados e protegidos. A imprensa fascista faz questão de registrar apenas um lado. Registra o nome, sobrenome e idade dos policiais que são atingidos nessas barbáries perpetradas pelo sistema, bem como o drama de suas famílias, ocultando o sofrimento e tragédia das famílias dos ditos traficantes.
Prova do adestramento dessa imprensa é o denominado Curso de Segurança para Áreas Hostis, realizado no Rio de Janeiro, dos dias 15 a 20 de outubro e ministrado por um mercenário que vem do Afeganistão, onde trabalha para a TOR (sigla em inglês de Treinamento de Recursos em Operações), empresa de segurança inglesa especializada em treinar assassinos profissionais que atuam em áreas conflagradas por conflitos armados no mundo (diga-se, países invadidos e agredidos pelo imperialismo, com suas populações submetidas a todo tipo de atrocidades). Entre os palestrantes está o ex-capitão do Bope, Rodrigo Pimentel, co-roteirista do filme Tropa de Elite. Participam 25 jornalistas (cinco do Globo) e aulas práticas são dadas no estande de tiros da policia civil, no bairro do Cajú e nas vielas da “favela” construída para treinamento do exército. O treinamento é uma iniciativa dos sindicatos patronais das empresas de rádio, televisão, jornais e revistas, em parceria com os pelegos do Sindicato dos Jornalistas e conta também com o International News Safety Institute (INSI). Isso é uma doutrinação fascista e está muito distante de uma instrução de meios de proteção para jornalistas que cubram áreas de conflito.
O fascista secretário de Segurança do Rio, José Mariano Beltrame, declarou que a operação na favela cumpriu parte do objetivo, e o fascista governador Sérgio Cabral Filho (PMDB) afirmou que a polícia estava lá para defender os inocentes e livrar a comunidade da barbárie. Segundo ele, o ataque aos pobres será permanente e dará todo apoio às incursões de extermínio da polícia. O secretário tem carta branca para agir e meu estímulo para que trabalhe cada vez mais nessa direção.
É um governador fascista desse tipo e mandante de assassinatos de pobres que o bobo da corte, o gerente Luiz Inácio, considera como grande aliado! Se houvesse democracia e justiça nesse país, esse governador e o secretário de segurança fascistas, teriam que ser imediatamente exonerados e presos e feita uma rigorosa investigação das circunstâncias de todas as mortes ocorridas na Favela da Coréia e a rigorosa punição dos outros culpados. Mas como acontece com as constantes chacinas de pobres ocorridas no país, persiste a impunidade e covis de bandidos como o governo do Rio, o Congresso Nacional de corruptos, mensaleiros e sangue-sugas, etc., seguem impunes.


Só a mobilização popular, a aliança operário-camponesa para a constituição de uma nova e verdadeira Democracia com derrubada desse Estado podre e genocida e a supressão desse sistema de exploração é que poderá haver e garantir justiça aos pobres.
Matéria publicada na capa do jornal "O Dia" - de 20/10/2007 A própria imprensa reacionária não teve como esconder a barbárie perpetrada pelas bestas feras e bando de imbecis que promoveram sete horas de intensos tiroteios na Favela da Coréia, NO Rio de Janeiro. Apesar disso, essa mesma imprensa sempre procura aliviar a responsabilidade do Estado genocida, sua política de extermínio e sua policia assassina.