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28 de ago de 2008

[AÇÃO] Carta para Renato Aragão

Carta aberta para Renato Aragão, o Didi.> >



Querido Didi, > Há alguns meses você vem me escrevendo pedindo uma> doação mensal para enfrentar alguns problemas que> comprometem o presente e o futuro de muitas crianças> brasileiras. Eu não respondi aos seus apelos (apesar de ter> gostado do lápis e das etiquetas com meu Nome para colar> nas correspondências) .> Achei que as cartas não deveriam sem endereçadas à mim.> Agora, novamente, você me escreve preocupado por eu não> ter atendido as suas solicitações. Diante de sua> insistência, me senti na obrigação de parar tudo e te> escrever uma resposta. > Não foi por 'algum' motivo que não fiz a doação> em dinheiro solicitada por você. São vários os motivos> que me levam a não participar de sua campanha altruísta> (se eu quisesse poderia escrever umas dez páginas sobre> esses motivos). Você diz, em sua última Carta, que> enquanto eu a estivesse lendo, uma criança estaria perdendo> a chance de se desenvolver e aprender pela falta de> investimentos em sua formação. > Didi, não tente me fazer sentir culpada. Essa jogada> publicitária eu conheço muito bem. Esse tipo de texto> apelativo pode funcionar com muitas pessoas mas, comigo> não. Eu não sou ministra da educação, não ordeno e nem> priorizo as despesas das escolas e nem posso obrigar o filho> do vizinho a freqüentar as salas de aula. A minha parte eu> já venho fazendo desde os 11 anos quando comecei a> trabalhar na roça para ajudar meus pais no sustento da> minha família. Trabalhei muito e, te garanto, trabalho não> Mata ninguém. Muito pelo contrário, faz bem! Estudei na> escola da zona rural, fiz Supletivo, estudei à distância e> muito antes de ser jornalista e publicitária eu já era uma> micro empresária. > Didi, talvez você não tenha noção do quanto o Governo> Federal tira do nosso suor para manter a saúde, a> educação, a segurança e tudo o mais que o povo brasileiro> precisa. Os impostos são muito altos! Sem falar dos> Impostos embutidos em cada alimento, em cada produto ou> serviço que preciso comprar para o sustento e> sobrevivência da minha família. > Eu já pago pela educação duas vezes: pago pela> educação na escola pública, através dos impostos, e na> escola particular, mensalmente, porque a escola pública> não atende com o ensino de qualidade que, acredito, meus> dois filhos merecem. Não acho louvável recorrer à> sociedade para resolver um problema que nem deveria existir> pelo volume de dinheiro arrecadado em nome da educação e> de tantos outros problemas sociais. > O que está acontecendo, meu caro Didi, é que os> administradores, dessa dinheirama toda, não têm a> educação como prioridade. Pois a educação tira a> subserviência e esse fato, por si só não interessa aos> políticos no poder. Por isso, o dinheiro está saindo pelo> ralo, estão jogando fora, ou aplicando muito mal. Para> você ter uma idéia, na minha cidade, cada alimentação de> um presidiário custa para os cofres públicos R$ 3,82> (três reais e oitenta e dois centavos) enquanto que a> merenda de uma criança na escola pública custa R$ 0,20> (vinte centavos)! O governo precisa rever suas prioridades,> você não concorda? Você pode ajudar a mudar isso! Não> acha?> Você diz em sua Carta que não dá para aceitar que um> brasileiro se torne adulto sem compreender um texto simples> ou conseguir fazer uma conta de matemática. Concordo com> você. É por isso que sua Carta não deveria ser> endereçada à minha pessoa. Deveria se endereçada ao> Presidente da República. Ele é 'o cara'. Ele tem a> chave do Cofre e a vontade política para aplicar os> recursos. Eu e mais milhares de pessoas só colocamos o> dinheiro lá para que ele faça o que for necessário para> melhorar a qualidade de vida das pessoas do país, sem> nenhum tipo de distinção ou discriminação. Mas,> infelizmente, não é o que acontece...> No último parágrafo da sua Carta, mais uma vez, você> joga a responsabilidade para cima de mim dizendo que as> crianças precisam da 'minha' doação, que a> 'minha' doação faz toda a diferença. Lamento> discordar de você Didi. Com o valor da doação mínima, de> R$ 15,00, eu posso comprar 12 quilos de arroz para alimentar> minha família por um mês ou posso comprar pão para o> café da manhã por 10 dias. > Didi, você pode até me chamar de muquirana, não me> importo, mas R$ 15,00 eu não vou doar. Minha doação> mensal já é muito grande. Se você não sabe, eu faço> doações mensais de 27,5% de tudo o que ganho. Isso> significa que o governo leva mais de um terço de tudo que> eu recebo e posso te garantir que essa grana, se ficasse> comigo, seria muito melhor aplicada na qualidade de vida da> minha família.> Você sabia que para pagar os impostos eu tenho que dizer> não para quase tudo que meus filhos querem ou precisam? Meu> filho de 12 anos quer praticar tênis e eu não posso pagar> as aulas que são caras demais para nosso padrão de vida.> Você acha isso justo? Acredito que não. Você é um homem> de bom senso e saberá entender os meus motivos para não> colaborar com sua campanha pela educação brasileira. >
Outra coisa Didi, mande uma Carta para o Presidente pedindo> para ele selecionar melhor os ministros e professores das> escolas públicas. Só escolher quem, de fato, tem vocação> para ser ministro e para o ensino. Melhorar os salários,> desses profissionais, também funciona para que eles tomem> gosto pela profissão e vistam, de fato, a camisa da> educação. Peça para ele, também, fazer escolas de> horário integral, escolas em que as crianças possam além> de ler, escrever e fazer contas possa desenvolver dons> artísticos, esportivos e habilidades profissionais.> Dinheiro para isso tem sim! Diga para ele priorizar a> educação e utilizar melhor os recursos. > Bem, você assina suas cartas com o pomposo título de> Embaixador Especial do Unicef para Crianças Brasileiras e> eu vou me despedindo assinando... Eliane Sinhasique -> Mantenedora Principal dos Dois Filhos que Pari >

P.S.: Não me mande outra carta pedindo dinheiro. Se você> mandar, serei obrigada a ser mal-educada: vou rasgá-la> antes de abrir.>

PS2* Aos otários que doaram para o criança esperança.> Fiquem sabendo, as organizações Globo entregam todo o> dinheiro arrecadado à UNICEF e recebem um recibo do valor> para dedução do seu imposto de renda. Para vocês a Rede> Globo anuncia: essa doação não poderá ser deduzida do> seu imposto de renda, porque é ela quem o faz.> >

PS3* E O DINHEIRO DA CPMF QUE PAGAMOS DURANTE 11(ONZE)> ANOS? > MELHOROU ALGUMA COISA NA EDUCAÇÃO E NA SAÚDE> DURANTE ESSES ANOS?


Recebi esse texto por E-mail, não sei se ele foi realmente endereçado ao Renato Aragão, mas é um texto interessante.


Não confie em Políticos... VOTE NULO - APERTE O 00 E CONFIRME

18 de ago de 2008

[GRIFF ART WEAR] Não Vote!!

Mande sua camisa lisa, e participe da campanha do Voto Nulo.
O custo é o de envio (SEDEX ou Encomenda Normal) + 3 Reais de mão de obra/material
Para mais informações:
PAZ

13 de ago de 2008

[AÇÃO] Nem prostitutas, nem submissas

"Nem prostitutas, nem submissas"
por Hugo Souza

desce1lead.wordpress.com

Na abertura do II Congresso Feminista Português, as primeiras palavras foram ditas pela jurista e escritora lusitana Elina Guimarães:

“Convencidas como nós estamos -- e é nesta profunda convicção que se baseia a nossa doutrina -- de que o homem e a mulher são equivalentes, como poderíamos, sem grave contradição, ter como ideal copiar o homem? Imitar alguém é reconhecer a sua superioridade. E a superioridade global do sexo masculino sobre o feminino não a reconhecemos nós. Uma verdadeira feminista não pode pensar em masculinizar-se porque se orgulha de ser mulher. Mas, para nós, ser verdadeiramente mulher não é, como para muitos, ocupar-se apenas de frivolidades, de bagatelas, ou então não ter no mundo senão a preocupação da rotina doméstica. Repudiamos tanto a boneca fútil como a serva embrutecida”.

Pode soar estranho o fato de uma reconhecida feminista precisar, antes de mais nada, deixar bem claro em um congresso como este algumas certezas que hoje estão, ou deveriam estar tão bem enraizadas no mundo moderno.

No entanto, a estranheza dá lugar à admiração quando se toma conhecimento de que o discurso de Elina Guimarães, que faleceu em 1991, foi feito em 1928 diante de uma platéia de respeitáveis senhoras d'além mar, integrantes de uma sociedade portuguesa profundamente marcada pelo arcaísmo patriarcal -- é assim ainda hoje; na época, nem se fala.

Sim, naquela época ainda era preciso que se fizesse ouvir algumas coisas que hoje soam como verdades auto-evidentes, que não precisam elas mesmas de explicação, e muito menos de discursos de abertura elucidativos. Assim, em 1928, o movimento feminista ainda tinha pela frente o árduo trabalho de convencer os homens e as próprias mulheres de que eles não são pessoas superiores a elas. Na época, ainda era preciso dizer ao mundo, com todas as letras, que a intenção do feminismo não era simplesmente imitar os homens.

Em suma: uma mulher ainda tinha que se esforçar, resistir, explicar muito para não ser vista ou como “boneca fútil”, ou como “serva embrutecida”.

Oitenta anos depois do célebre discurso da portuguesa Elina Guimarães, talvez cause perplexidade constatar que as preocupações do feminismo atual ainda passam pela luta contra estes dois estereótipos, apesar de ambos serem combatidos atualmente de forma, digamos, mais incisiva. Ontem, as mulheres não queriam ser entendidas nem como bonecas, nem como servas. Hoje, batem-se contra a idéia de serem tidas ou como prostitutas, ou como submissas.

“Nem prostitutas, nem submissas”. Eis uma expressão que demonstra a atualidade de velhas reivindicações de todas as mulheres, mas que também é o nome de um movimento nascido na França que simboliza como nenhum outro os caminhos do feminismo praticado nos dias de hoje.

O grupo “Nem prostitutas, nem submissas” surgiu em 2002, após a morte de Sohane, uma francesa muçulmana de 17 anos queimada viva nos arredores de Paris por um rapaz de um bairro vizinho. O movimento, liderado pela francesa de origem argelina Fadela Amara, surgiu como uma reação ao machismo e à violência masculina nos subúrbios franceses.

Isto por um lado. Por outro, as integrantes do “Nem prostitutas, nem submissas” fazem questão de ressaltar o caráter laico e republicano das bandeiras que hasteiam, lembrando sempre que entre suas maiores reivindicações está o fim da opressão às mulheres no âmbito do Islã.

Além disto, exigem que os direitos de que gozam as francesas em geral sejam estendidos também às mulheres que vivem nos banlieues -- os subúrbios de Paris habitados pelos imigrantes e seus descendentes, volta e meia palco de violentos protestos da juventude contra a discriminação e a violência policial.

No manifesto do grupo, dedica-se especial atenção ao que elas entendem como uma degradação tanto dos laços sociais quanto das relações entre homens e mulheres nos dias de hoje. Em fevereiro de 2003, Fadela Amara e as “Nem prostitutas, nem submissas” lideraram uma grande passeata em Paris com o sugestivo nome de “Marcha das mulheres contra os guetos e pela igualdade”.

É o feminismo atual indo fundo nas grandes questões que ora se impõem, mas também agindo segundo a compreensão de que a essência e a história de sua luta pela emancipação da mulher são indissociáveis dos problemas econômicos e sociais que permeiam o mundo do século XXI. Tudo isto foi dito no último Congresso Feminista Português, que se realizou em junho também em Lisboa, e onde o discurso inaugural da grande feminista Elina Guimarães na edição de 1928 foi evocado como um exemplo e uma vitória.

Hoje, a fundadora e líder do “Nem prostitutas, nem submissas”, Fadela Amara, é ministra das Cidades do governo Nicolas Sarkozy, e o próprio movimento atualmente presta consultoria à ONU. No fim do ano passado, como ministra de Estado, Fadela dirigiu uma mensagem de Natal aos franceses e francesas na qual usou uma célebre frase de Simone de Beauvoir, fundadora do feminismo moderno:

“Ser livre é querer a liberdade dos outros.”




Fonte: www.opiniaoenoticia.com.br

6 de ago de 2008

[NEWS] E a polícia continua matando pelo Brasil


Polícia mata pelo Brasil

Paraná

13 de julho, Rafaeli Ramos Lima, de 20 anos, foi morta pela polícia no município de Porto Amazonas, a cerca de 80 quilômetros de Curitiba. Policiais disseram ter confundido o carro em que ela estava com outro veículo que estava sendo perseguido.

Rafaeli estava no banco do passageiro e foi baleada na cabeça. Ela chegou a ser socorrida, mas não resistiu. O rapaz que dirigia o carro, Diogo Soldi, de 21 anos, levou um tiro de raspão e foi encaminhado para exames em um hospital de Curitiba.

Pernambuco

Maria Eduarda, 9, foi morta na sexta-feira, 18 de julho, em Recife. Era uma das cinco crianças de uma mesma família que estavam em um carro, um Palio, além do motorista, o engenheiro Márcio Malveira de Barros, 35, e sua mulher, a advogada Ana Virgínia Barros, 32.

Às 23h, o Palio foi abordado por um Vectra preto com dois assaltantes armados. Os bandidos queriam dinheiro e celulares. Quando estavam indo embora, chegaram dois PMs atirando no Palio. Maria Eduarda foi baleada no tórax. Também ficaram feridos Caio, de 6 anos, com um tiro de raspão nas costas, e Bruna, 11, atingida no rosto.

— Eles [Os PMs] foram logo dando tiro no carro, sem saber se tinha gente inocente. Eles queriam acertar, só que não sabiam em quem acertar — disse Barros, que levou um tiro de raspão na cabeça.

Abalada com a morte de Maria Eduarda, sua irmã Ana Virgína, de 11 anos perguntou:

— Como a gente se protege da polícia?

Maranhão

20 de julho, a menina Cristiane de Souza Silva,8, foi morta por um policial à paisana que atirou a esmo por ocasião de uma briga em Igarapé do Meio,375 km de São Luis. A população enfurecida com mais um crime cometido por policiais, incendiou a delegacia da cidade e libertou os presos


Fonte: www.anovademocracia.com.br

[AÇÃO] Nestas eleições não vote em ninguém!