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30 de set. de 2008

[SOM] Uma Orquestra Anarquista

Não, não é uma orquestra tradicional, sinfônica ou filarmônica, de música erudita, com vários instrumentos. Mas, sim, quatro músicos estadunidenses que criaram a The Anarchist Orchestra. Um grupo musical vibrante, rico em sensibilidades, energia, criatividade e alegria. A TAO é música para ser ouvida e dançada. Para sacudir corações e embalar revoluções.]


A The Anarchist Orchestra (TAO) foi formada em julho de 2006 para transformar as “velhas” músicas dançantes da montanha em uma experiência de rock’n’roll psicodélico. A TAO, como acontecimento vivo, é crua e festiva como as músicas dos

Apalaches e dos Cajuns (índios que foram expulsos pelos ingleses de suas terras selvagens no sudoeste do Canadá, em 1755, hoje vivem em Luisiana, EUA), nas quais eles tiram muita inspiração.

As canções têm tanto sentimento que fariam você derramar uma lágrima enquanto estiver sorrindo de orelha a orelha. Nas mãos deles, um violino se torna uma arma perigosa na qual eles usam para fazer você dançar como estivesse na mira de um revólver, e um violino se torna uma metralhadora automática.

Seu primeiro disco foi gravado em meados de julho durante uma sessão-furacão de dois dias, quando Tao Rodriguez-Seeger (guitarra, banjo, vocais) e Jake Silver (contrabaixo) do The Mammals se reuniram com Laura Cortese (violino, vocais) e Robin MacMillan (bateria) em seu estúdio chamado Media Blitz, localizado no Brooklyn.

Originalmente, o plano era somente de ensaiar e “alcançar a vibração certa”. Felizmente, a vibração foi tão certa que o ensaio logo se tornou uma completa sessão de gravação, e dois dias depois ele/as emergiram exausto/as e esgotado/as com seu primeiro álbum finalizado.. O EP da The Anarchist Orchestra é uma flecha-raio musical que mostra o quanto a música intransigente dos “velhos-tempos” pode atingir quando você a eleva ao máximo.

Se você não pode ouvir a música do The Anarchist Orchestra ao vivo, faça uma visita virtual ao site dele/as e escute algumas canções: www.anarchistorchestra.com



Fonte:
agência de notícias anarquistas-ana
Tradução:
Marcelo Yokoi

25 de set. de 2008

[AÇÃO] Revolta pelo mundo


A cada dia que passa vemos que o ser humano vem se desligando cada vez mais da sua natureza, que afinal de contas não é diferente da natureza de qualquer ser. Talvez essa evolução de pensamento esteja acontecendo um pouco tarde, mas isso não é bem certo.
A nossa "mãe" precisa de nossa ajuda, e vem demonstrando isso, modificando a si mesma, e confrontando a artificialidade causada pelo desequilíbrio entre a razão e a intuitividade, que afeta o ser humano devido a longa época de ditadura que vivemos até os dias atuais.
Nesse momento, precisamos mais do que nunca da atitude das mulheres, que por muit tempo foram forçadas e estimuladas a ficarem quietas, e inertes a tudo que afeta a natureza.
Estamso evoluindo neste ponto, as mulheres hoje ao redor do mundo já estão mostrando sua opinião de forma efetiva em diversos lugares do mundo.

Algumas notícias podem ilustrar isso:





Funcionárias de uma loja de cosméticos na Alemanha vestiram apenas aventais para promover uma campanha que pede a redução de embalagens nos produtos de beleza reveja o protesto com pouca roupa contra maus-tratos a animais; reveja o protesto com pouca roupa contra maus-tratos a animais. (Reuters)







Ativistas dos direitos dos animais protestam contra o uso de peles de urso nos chapéus da Guarda Real Britânica, em frente à embaixada da Inglaterra em Atenas (17/09/2008); de topless, as manifestantes da ONG Peta usam chapéu de tecido sintético; veja outras manifestações pelo uso consciente de materiais naturais (Petros Giannakouris/AP)






Vamos então torcer para que as mulheres e os homens juntos, possam se desligar da idéia de nação, e assim trabalhar unidos para melhorar a situação mundial, para que a natureza, possa voltar ao seu equilíbrio, e a nossa existência possa durar muitos anos mais.

Por Digu Hang

12 de set. de 2008

[VÍDEO] Le parkour em Maringá-PR

Vinheta de 30 seg do vídeo que será lançado em breve no you tube da Eletrons Bean Records...

8 de set. de 2008

[AÇÃO] Por que os Anarquistas não votam?

Por que os Anarquistas não votam

Elisee Reclus

Tudo o que pode ser dito a respeito do sufrágio pode ser resumido em uma frase:

Votar significa abrir mão do próprio poder.

Eleger um senhor, ou muitos senhores, seja por longo ou curto prazo, significa entregar a uma outra pessoa a própria liberdade.

Chamado monarca absoluto, rei constitucional ou simplesmente primeiro ministro, o candidato que levamos ao trono, ao gabinete ou ao parlamento sempre será o nosso senhor. São pessoas que colocamos “acima” de todas as leis, já que são elas que as fazem, cabendo-lhes, nesta condição, a tarefa de verificar se estão sendo obedecidas.

Votar é uma idiotice.

É tão tolo quanto acreditar que os homens comuns como nós, sejam capazes, de uma hora para outra, num piscar de olhos, de adquirir todo o conhecimento e a compreensão a respeito de tudo. E é exatamente isso que acontece. As pessoas que elegemos são obrigadas a legislar a respeito de tudo o que se passa na face da terra: como uma caixa de fósforos deve ou não ser feita, ou mesmo se o país deve ou não guerrear; como melhorar a agricultura, ou qual deve ser a melhor maneira para matar alguns árabes ou negros. É muito provável que se acredite que a inteligência destas pessoas cresça na mesma proporção em que aumenta a variedade dos assuntos com os quais elas são obrigadas a tratar.

Porém, a história e a experiência mostram-nos o contrário.

O poder exerce uma influência enlouquecedora sobre quem o detém e os parlamentos só disseminam a infelicidade.

Nas assembléias acaba sempre prevalecendo a vontade daqueles que estão, moral e intelectualmente, abaixo da média.

Votar significa formar traidores, fomentar o pior tipo de deslealdade.

Certamente os eleitores acreditam na honestidade dos candidatos e isto perdura enquanto durar o fervor e a paixão pela disputa.

Todo dia tem seu amanhã. Da mesma forma que as condições se modificam, o homem também se modifica. Hoje seu candidato se curva à sua presença; amanhã ele o esnoba. Aquele que vivia pedindo votos, transforma-se em seu senhor.

Como pode um trabalhador, que você colocou na classe dirigente, ser o mesmo que era antes já que agora ele fala de igual para igual com os opressores? Repare na subserviência tão evidente em cada um deles depois que visitam um importante industrial, ou mesmo o Rei em sua ante-sala na corte!

A atmosfera do governo não é de harmonia, mas de corrupção. Se um de nós for enviado para um lugar tão sujo, não será surpreendente regressarmos em condições deploráveis.

Por isso, não abandone sua liberdade.

Não vote!

Em vez de incumbir os outros pela defesa de seus próprios interesses, decida-se. Em vez de tentar escolher mentores que guiem suas ações futuras, seja seu próprio condutor. E faça isso agora! Homens convictos não esperam muito por uma oportunidade.

Colocar nos ombros dos outros a responsabilidade pelas suas ações é covardia.

Não vote!

Voto Obrigatório – Ditadura da Maioria!

2 de set. de 2008

1 de set. de 2008

[सोम]


28 de ago. de 2008

[AÇÃO] Carta para Renato Aragão

Carta aberta para Renato Aragão, o Didi.> >



Querido Didi, > Há alguns meses você vem me escrevendo pedindo uma> doação mensal para enfrentar alguns problemas que> comprometem o presente e o futuro de muitas crianças> brasileiras. Eu não respondi aos seus apelos (apesar de ter> gostado do lápis e das etiquetas com meu Nome para colar> nas correspondências) .> Achei que as cartas não deveriam sem endereçadas à mim.> Agora, novamente, você me escreve preocupado por eu não> ter atendido as suas solicitações. Diante de sua> insistência, me senti na obrigação de parar tudo e te> escrever uma resposta. > Não foi por 'algum' motivo que não fiz a doação> em dinheiro solicitada por você. São vários os motivos> que me levam a não participar de sua campanha altruísta> (se eu quisesse poderia escrever umas dez páginas sobre> esses motivos). Você diz, em sua última Carta, que> enquanto eu a estivesse lendo, uma criança estaria perdendo> a chance de se desenvolver e aprender pela falta de> investimentos em sua formação. > Didi, não tente me fazer sentir culpada. Essa jogada> publicitária eu conheço muito bem. Esse tipo de texto> apelativo pode funcionar com muitas pessoas mas, comigo> não. Eu não sou ministra da educação, não ordeno e nem> priorizo as despesas das escolas e nem posso obrigar o filho> do vizinho a freqüentar as salas de aula. A minha parte eu> já venho fazendo desde os 11 anos quando comecei a> trabalhar na roça para ajudar meus pais no sustento da> minha família. Trabalhei muito e, te garanto, trabalho não> Mata ninguém. Muito pelo contrário, faz bem! Estudei na> escola da zona rural, fiz Supletivo, estudei à distância e> muito antes de ser jornalista e publicitária eu já era uma> micro empresária. > Didi, talvez você não tenha noção do quanto o Governo> Federal tira do nosso suor para manter a saúde, a> educação, a segurança e tudo o mais que o povo brasileiro> precisa. Os impostos são muito altos! Sem falar dos> Impostos embutidos em cada alimento, em cada produto ou> serviço que preciso comprar para o sustento e> sobrevivência da minha família. > Eu já pago pela educação duas vezes: pago pela> educação na escola pública, através dos impostos, e na> escola particular, mensalmente, porque a escola pública> não atende com o ensino de qualidade que, acredito, meus> dois filhos merecem. Não acho louvável recorrer à> sociedade para resolver um problema que nem deveria existir> pelo volume de dinheiro arrecadado em nome da educação e> de tantos outros problemas sociais. > O que está acontecendo, meu caro Didi, é que os> administradores, dessa dinheirama toda, não têm a> educação como prioridade. Pois a educação tira a> subserviência e esse fato, por si só não interessa aos> políticos no poder. Por isso, o dinheiro está saindo pelo> ralo, estão jogando fora, ou aplicando muito mal. Para> você ter uma idéia, na minha cidade, cada alimentação de> um presidiário custa para os cofres públicos R$ 3,82> (três reais e oitenta e dois centavos) enquanto que a> merenda de uma criança na escola pública custa R$ 0,20> (vinte centavos)! O governo precisa rever suas prioridades,> você não concorda? Você pode ajudar a mudar isso! Não> acha?> Você diz em sua Carta que não dá para aceitar que um> brasileiro se torne adulto sem compreender um texto simples> ou conseguir fazer uma conta de matemática. Concordo com> você. É por isso que sua Carta não deveria ser> endereçada à minha pessoa. Deveria se endereçada ao> Presidente da República. Ele é 'o cara'. Ele tem a> chave do Cofre e a vontade política para aplicar os> recursos. Eu e mais milhares de pessoas só colocamos o> dinheiro lá para que ele faça o que for necessário para> melhorar a qualidade de vida das pessoas do país, sem> nenhum tipo de distinção ou discriminação. Mas,> infelizmente, não é o que acontece...> No último parágrafo da sua Carta, mais uma vez, você> joga a responsabilidade para cima de mim dizendo que as> crianças precisam da 'minha' doação, que a> 'minha' doação faz toda a diferença. Lamento> discordar de você Didi. Com o valor da doação mínima, de> R$ 15,00, eu posso comprar 12 quilos de arroz para alimentar> minha família por um mês ou posso comprar pão para o> café da manhã por 10 dias. > Didi, você pode até me chamar de muquirana, não me> importo, mas R$ 15,00 eu não vou doar. Minha doação> mensal já é muito grande. Se você não sabe, eu faço> doações mensais de 27,5% de tudo o que ganho. Isso> significa que o governo leva mais de um terço de tudo que> eu recebo e posso te garantir que essa grana, se ficasse> comigo, seria muito melhor aplicada na qualidade de vida da> minha família.> Você sabia que para pagar os impostos eu tenho que dizer> não para quase tudo que meus filhos querem ou precisam? Meu> filho de 12 anos quer praticar tênis e eu não posso pagar> as aulas que são caras demais para nosso padrão de vida.> Você acha isso justo? Acredito que não. Você é um homem> de bom senso e saberá entender os meus motivos para não> colaborar com sua campanha pela educação brasileira. >
Outra coisa Didi, mande uma Carta para o Presidente pedindo> para ele selecionar melhor os ministros e professores das> escolas públicas. Só escolher quem, de fato, tem vocação> para ser ministro e para o ensino. Melhorar os salários,> desses profissionais, também funciona para que eles tomem> gosto pela profissão e vistam, de fato, a camisa da> educação. Peça para ele, também, fazer escolas de> horário integral, escolas em que as crianças possam além> de ler, escrever e fazer contas possa desenvolver dons> artísticos, esportivos e habilidades profissionais.> Dinheiro para isso tem sim! Diga para ele priorizar a> educação e utilizar melhor os recursos. > Bem, você assina suas cartas com o pomposo título de> Embaixador Especial do Unicef para Crianças Brasileiras e> eu vou me despedindo assinando... Eliane Sinhasique -> Mantenedora Principal dos Dois Filhos que Pari >

P.S.: Não me mande outra carta pedindo dinheiro. Se você> mandar, serei obrigada a ser mal-educada: vou rasgá-la> antes de abrir.>

PS2* Aos otários que doaram para o criança esperança.> Fiquem sabendo, as organizações Globo entregam todo o> dinheiro arrecadado à UNICEF e recebem um recibo do valor> para dedução do seu imposto de renda. Para vocês a Rede> Globo anuncia: essa doação não poderá ser deduzida do> seu imposto de renda, porque é ela quem o faz.> >

PS3* E O DINHEIRO DA CPMF QUE PAGAMOS DURANTE 11(ONZE)> ANOS? > MELHOROU ALGUMA COISA NA EDUCAÇÃO E NA SAÚDE> DURANTE ESSES ANOS?


Recebi esse texto por E-mail, não sei se ele foi realmente endereçado ao Renato Aragão, mas é um texto interessante.


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