PARTE 1
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As ruas de Exarchia estão quase vazias. A maioria dos atenienses deixaram a cidade durante a Páscoa, um dos maiores feriados do ano por aqui, então as suas ruas normalmente movimentadas estão vazias. As lojas e os cafés têm as portas de segurança trancadas, revelando a arte de pinturas coloridas de spray anti-autoritárias. As imagens de manifestantes utilizando máscaras de gás, as palavras de ordem contra o capitalismo e contra o governo e tributos aos militantes presos cobrem as paredes de quase todos os edifícios, revelando um pouco da contra-cultura que geralmente acontece aqui.
10 de março: Jornada Internacional de Ação em solidariedade com os 300 trabalhadores imigrantes em greve de fome na Grécia
Por favor, publicar, imprimir e divulgar o seguinte texto:
Últimos conselhos de viagem para a Grécia:
É possível que você já tenha ouvido falar que a Grécia é um país bonito para visitar, com deliciosa comida e pessoas muito hospitaleiras. Cuidado: isso não é toda a verdade. A realidade para centenas de milhares de visitantes é completamente diferente. Existe uma ameaça geral de violações dos direitos humanos. Os expatriados e visitantes que cruzam a fronteira grega, podem ser deportados ou transferidos para centros de detenção durante 2-4 meses ou mais. Se ou quando esses visitantes são libertados, são forçados a trabalhar na agricultura, na indústria local, no crime organizado, ou como vendedores ambulantes, sem documentos ou quaisquer outros direitos civis. Os visitantes à Grécia são avisados sobre o abuso, a intolerância, o ódio, a calúnia e a violência indiscriminada por parte do Estado grego...
A Grécia está explorando aproximadamente 500.000 imigrantes ilegais e refugiados, para melhorar o estado miserável da economia. No ano passado, cerca de 140.000 imigrantes cruzaram a fronteira grega em busca de uma vida melhor. A maioria deles vai ser ilegal durante vários anos e tratados como escravos contemporâneos indesejáveis.
Desde 25 de janeiro, 300 imigrantes que trabalham e vivem na Grécia há muitos anos começaram uma greve de fome em todo o país, em Atenas e Tessalônica. Eles estão exigindo a legalização de todos os imigrantes ilegais na Grécia. Sua luta é uma luta de todos os imigrantes, dos trabalhadores e dos cidadãos do mundo.
Na próxima quinta-feira, 10 de março, será o 45º dia da greve de fome dos 300 imigrantes, no entanto, o Estado grego ainda não respondeu às suas justas reivindicações!
Convocamos as pessoas na Grécia e em todo o mundo para realizar no dia 10 de março ações de desobediência civil, em solidariedade com os 300 grevistas. Pedimos a todos que assinalem suas ações ao ponto fraco da Grécia, o turismo: 15% do Produto Interno Bruto (PIB) da nação vem do turismo. De fato, o turismo e a imigração são os dois lados do direito legal da liberdade de movimento.
Nós propomos um alvo fácil de alcançar que pode ser encontrado em quase todos os países: Escritórios de Turismo da Grécia. Podem, por exemplo, se manifestar, bloquear, ocupar, distribuir folhetos, ou executar outras ações criativas do lado de fora, dentro ou perto dos Escritórios de Turismo da Grécia.
Os endereços dos Escritórios de Turismo da Grécia no estrangeiro estão aqui:
› http://internezia.net/
Se você [grupo, rede, movimento ou organização] não tiver um Escritório de Turismo da Grécia em sua cidade, você pode direcionar suas ações contra as embaixadas ou empresas gregas, ou simplesmente se manifestar em lugares públicos ou nos meios de comunicação.
300 Assassinatos ou Legalização
Mais infos sobre a greve de fome dos 300:
› http://hungerstrike300.
"Todos os imigrantes do mundo"
agência de notícias anarquistas-ana
Seus cachos de seda
são borboletas douradas
brincando na brisa.
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“Viva Zapata! A Luta Segue!” |
Em Atenas, centenas de pessoas realizaram neste sábado (17 abril) uma manifestação anarquista em solidariedade com as comunidades zapatistas em Chiapas, em resposta à recente onda de repressão contra eles por parte do governo mexicano.
Distribuindo folhetos e gritando palavras de ordem, com faixas e bandeiras, os manifestantes se reuniram em Propileu e de lá marcharam para o bairro de Kolonaki, onde está localizada a Embaixada do México, em seguida voltaram para Exarchia.
Um grande contingente de policiais acompanhou o protesto, mas não foram registrados confrontos entre manifestantes e a polícia grega.
Fotos: http://athens.indymedia.org/
Fascistas não passarão!
Aproximadamente 100 anarquistas e antiautoritários promoveram neste sábado (17 de abril) uma passeata no bairro de Kaminia, em Heraklion, depois que um grupo de fascistas tentou atear fogo num espaço de oração de muçulmanos.
No ato, os manifestantes realizaram muitas pichações antifascistas, como “Fascistas fora de nossos bairros”. Também foram distribuídos centenas de textos aos moradores que responderam positivamente ao protesto.
Fotos: http://athens.indymedia.org/
Manifestação motorizada contra o capitalismo
Cerca de 50 anarquistas fizeram na manhã deste sábado (17 de abril) um protesto motorizado nos bairros de Ilion, Trikakia e St Nicholas Palatiani, em Atenas, contra o capitalismo e a crise econômica. A marcha passou por alguns shoppings e grandes mercados de rua. Lá foram distribuídos maciçamente folhetos e gritadas palavras de ordem anti-capitalistas, contra banqueiros, patrões e o Estado. Também houve no cortejo colagem de banners.
Fotos: http://www.thersitis.gr/
Solidariedade nas ruas de Nea Filadélfia
No bairro de Nea Filadélfia, em Atenas, perto de 500 pessoas participaram de uma manifestação em solidariedade aos seis anarquistas detidos pela polícia grega no dia 11 de abril. A marcha começou na principal praça do bairro e foi até uma delegacia.
agência de notícias anarquistas-ana
tomando banho só
no riacho escondido –
cantos de bem-te-vis
Rosa Clement
Aproximadamente 1000 pessoas marcharam pelo bairro de Vironas gritando palavras de ordem, distribuindo panfletos e fazendo pichações. Unidades antidistúrbios do MAT (polícia especial grega) e cerca de 40 policiais da equipe Delta atacaram, por nenhuma razão, a manifestação, golpeando muitas pessoas e "inundando" o bairro com gás lacrimogêneo. Dezenas de pessoas ficaram feridas, enquanto as pessoas do bairro que não participavam do protesto saíram nas ruas gritando contra a polícia: "Assassino, Assassinos!".
Os manifestantes, formando “correntes humanas”, tentaram responder aos ataques policiais, e em muitas ruas houve enfrentamentos corpo a corpo e com lançamento de pedras. Parece que a manifestação maciça de 24 de fevereiro, como a de ontem, perturbaram as autoridades gregas, que receberam críticas duras da população do bairro.
No total onze pessoas foram presas e acusadas de agredirem a polícia, quando ela mesma que atacou brutalmente contra a manifestação, espancando e insultando, até mesmo idosos. No mesmo relatório, foi feita menção de lançamento de coquetéis molotov, algo que não é real, já que não se lançou qualquer coquetel no protesto. Uma pessoa foi ferida e está hospitalizada. Três pessoas foram acusadas de delitos maiores (posse de molotov, lei contra o uso do capuz), quatro sob delitos menores e outros ainda não se sabe.
À noite, as pessoas que estavam no Parque Auto-organizado de Exarchia, realizaram uma manifestação até a delegacia de Atenas (GADA) exigindo a libertação de todos os detidos. Hoje, domingo (28), ao meio-dia, acontecerá uma nova concentração-denúncia na Praça Deliolani, no bairro de Vironas. A noite haverá a distribuição maciça de folhetos e textos explicativos nos bairros de Vironas e Pagrati.
A morte de Nikkolas Toddy
Na semana retrasada (dia 17), durante uma emboscada policial para deter dois suspeitos de roubos à agência bancárias, a polícia abriu fogo - num bairro densamente povoado-, atingindo Nikkolas Toddy com nove balas, oito nas costas e uma na cabeça. O jovem era o pai de um bebê de 18 meses.
Pelotão policial é atacado em Exarchia
Por volta da uma hora da madrugada, um grupo de vinte pessoas atacou um pelotão de antidistúrbios na intervenção das ruas IIpokratus e Didotu, no bairro de Exarchia.
Ocupação em Tessalônica continua
Segue a ocupação da Reitoria da Universidade Aristóteles de Tessalônica, contra a invasão da polícia no campus e para defender o Asilo Universitário. Foram organizadas jornadas, exibições de vídeos, palestras, comidas populares. Amanhã, segunda-feira, haverá uma manifestação dentro do campus universitário e na terça-feira uma nova manifestação no centro da cidade.
Fotos da mani em Vironas: http://athens.indymedia.org/
Fotos da marcha antifascista do dia 24 de fevereiro: http://athens.indymedia.org/
Fonte : agência de notícias anarquistas-ana
[Pelo dinamismo e intensidade das atividades na Grécia é quase impossível escrever uma boa atualização sobre o que está acontecendo por lá, principalmente pelas dificuldades idiomáticas, mas “vamo que vamo”. Grécia em todas as partes!] |
Nesta segunda-feira (7)
houve manifestações em quase todas as cidades do país, especialmente estudantis. Algumas cidades que postaram informes de protestos - que foram desde ocupações de estações de rádio, ataques a alvos capitalistas e militares, até passeatas - pelo Centro de Mídia Independente de Atenas: Kozani, Ilha de Lesbos, Lefkada, Paros, Patras, Larissa, Veria, Rodes, Ilha de Creta, Katerini, Kalamata, Zakynthos, Trípoli, Samos, Volos, Chania, Ilha de Creta.
Em Atenas, ontem à noite, depois da manifestação e da forte repressão, houve uma reunião na Universidade Politécnica ocupada. As pessoas saíram de lá em passeata, tentando evitar alguma prisão, porque havia policiais por todas as partes. A ocupação acabou.
Em Tessalônica, após uma reunião na universidade, aconteceu uma manifestação de solidariedade com os detidos, exigindo a sua libertação. Em seguida, fecharam a rua Egnatia (uma das principais ruas da cidade) de 18h45 até 22h15. Eles deixaram o local somente depois que souberam que todos os presos em 7 de dezembro iriam ser soltos.
Há algumas manifestações de solidariedade convocadas para ontem (8) em Atenas, às 19 horas, e em Tessalônica, às 18 horas. Também há várias convocações e ações em alguns edifícios que ainda permanecem ocupados.
A manifestação em Atenas em frente ao Parlamento foi proibida, o lugar estava tomado de policiais. Mas mesmo assim houve uma concentração de manifestantes.
Fotos: http://athens.indymedia.org/
Em Tessalônica mais de duas mil pessoas participaram do protesto aos gritos de que "libertaremos todos os detidos".
Presos libertados
Ontem pela manhã, às 6h30, as 22 pessoas do Centro Social Anarquista "Resalto", em Keratsini, que estavam detidas foram libertadas. Os juízes estiveram reunidos por mais de três horas para tomar a decisão num processo que teve início às 14h30 de ontem.
Uma pessoa foi imposta sob a fiança de 15.000 euros; duas outras uma fiança de 5.000 euros; para outras 6 pessoas uma fiança de 3.000 euros; outras quatro pessoas não receberam qualquer tipo de fiança ou obrigação jurídica; para os demais foi ditado uma proibição de sair do país, comparecer e assinar um compromisso em uma delegacia de polícia de bairro (não sabemos com que regularidade).
Na saída do Tribunal estavam os esperando 30 companheiros e familiares. Ainda hoje, passam pelo Tribunal 41 pessoas que ocuparam a prefeitura da cidade.
Neonazistas
Há diversas fotos postadas no CMI Atenas revelando que membros do grupo neonazista Chryssi Avghi atuaram conjuntamente com as forças policiais gregas na repressão dos manifestantes.
Repressão
O nível de repressão visto em Atenas e outras cidades gregas nos últimos dias atingiram picos de brutalidade sem precedentes naquele país.
Segundo um anarquista londrino, "em abril deste ano, os jornais britânicos divulgaram que um destacamento da seção da Scotland Yard [polícia britânica equivalente ao FBI dos EUA], especializada na "luta contra o terrorismo" foram deslocados ao país mediterrânico, a fim de ajudar o Estado grego para melhorar o nível do seu próprio "terrorismo". Pouco mais de um mês depois, o novo "Delta Force" [os assassinos e terroristas dos comandos motorizados da polícia grega] já estava em serviço, causando ferimentos graves em vários manifestantes".
Ele continua: "As táticas usadas na repressão às manifestações deste mês, o golpe tático que levou à prisão ativistas de um centro social chamado "Resalto”, depois de invadir o local de uma maneira injustificada e brutal, a prisão “preventiva” de muitas pessoas quando se dirigiam para as manifestações com a desculpa de identificá-las, mas com o verdadeiro objetivo de manter as pessoas longe dos locais de luta, as tentativas de estabelecer uma "onda" em torno dos manifestantes... Isto soa familiar... Tudo isto cheira a colaboração britânica com assessoramento, formação e talvez financiamento".
"Quando você vê cortar a barba do vizinho, bote a sua de molho, diz um ditado popular. Acho que os grandes líderes da União Européia estão vendo que a resistência popular anarquista avança imparável, e se hoje é a Grécia, amanhã pode ser a Inglaterra, Alemanha, Espanha..."
Proteção ao cidadão?
O Ministro de Proteção ao Cidadão do novo governo "socialista" grego falou que "durante as manifestações a polícia se quer arranhou algum manifestante". Por outro lado, um policial que preferiu não se identificar disse a um jornal local que "os confrontos não foram significativos, os protestos aconteceram como esperado".
Grande mídia
De acordo com informes veiculados na grande imprensa grega, "especialistas" políticos e agências de inteligência da Europa já temem que a instabilidade grega se espalhe por toda a região. "A Grécia é o ponto fraco da Europa e há a possibilidade de que elementos radicais inspirem outros países europeus", disse um analista ateniense sobre terrorismo.
Humor
Um político direitista grego expressou num jornal local a seguinte frase/pergunta: "Como é possível que as autoridades deixem que um bando de anarquistas tirem e queimem uma bandeira da Grécia e ainda icem no alto de um prédio público uma bandeira anarquista?".
agência de notícias anarquistas-ana
Girassol na tarde
se curva em reverência:
o sol se vai.
Anibal Beça
Em 8 de maio, mais uma vez, o centro de Atenas viu claramente a cooperação entre os fascistas e a polícia grega.]
Ante a concentração fascista na Praça Omónia, se organizaram três concentrações diferentes em vários pontos pelo centro de Atenas. Uma na rua Menandru pelo grupo Y.R.E. (Youth Against Rascism in Europe), outra na Praça Kotziá pelos grupos Antarsya, EEK (esquerda anti-parlamentária) e outros sindicatos de base, e a terceira na Praça Káninggos por grupos anarquistas. Os objetivos eram a suspensão da manifestação-concentração de cunho fascista.
As pessoas iniciaram a concentração na Praça Eksárjia para depois seguirem juntos até a Praça Kánniggos. Entre cerca de 400 pessoas com gritos, faixas e alguns com máscaras, paus, capacetes etc., pois estavam preparados para uma reação violenta da polícia, saíram da Praça. Logo à frente um contingente policial muito grande nas ruas ao redor do bairro de Eksárjia e fascistas cercando os manifestantes em motos (um deles fugiu jogando-se na calçada e correndo dos manifestantes) enfim, chegamos a Praça de Kániggos. Alguns camaradas que faziam a vigilância dos manifestantes saíram feridos, como era de se esperar.
No entanto, até aquele momento nada mais atrapalhou a manifestação. Não havíamos nem andado 20 metros, quando a polícia antidistúrbio e a equipe Delta (emparelhada em motos) aparecerem na rua Akadimias e nos atacaram com grande quantidade de gás lacrimogêneo, a ordem era clara: não nos deixar chegar à Praça Omônia
As pessoas se separaram graças ao tumulto. Muitos se dirigiram até a praça de Eksárjia, uma 200 pessoas entraram na Escola Politécnica onde “moscaram” por 3 horas, já que a polícia havia bloqueado tosas as ruas ao redor da escola.
Enquanto isso, na Praça Eksárjia, com barricadas e pedras, tentando manter o cerco policial distante. Durante 3 horas, ocorreram ataques e retiradas nas ruas do bairro.
A manifestação dos esquerdistas, com mais ou menos 1000 pessoas, se inteiraram a cercar a Praça de Omônia, e também sofreram repressão policial. Na rua Menándru, umas 150 pessoas do Y.R.E. tentaram defender o edifício do antigo Tribunal local, o qual está ocupado por imigrantes.
Já os fascistas, por volta de 150, foram tomar a Praça Omônia pela manhã e atacaram inúmeros imigrantes, sempre com a permissividade da polícia, que os deixavam muito bem “protegidos” para baterem em quem quisessem! Um grupo antidistúrbio com furgões e motos havia bloqueado totalmente o acesso à Praça. No entanto, de manhã como à noite, nos metrôs, eles já eram esperados por grupos antifascistas...
De tarde, iniciou-se a manifestação dos fascistas, que ao passar pelo antigo Tribunal, atacaram com pedras imigrantes e grego que estavam lá para protegê-los. A cooperação entre a polícia e os fascistas é muito clara! Pois temos inúmeras fotos que demonstram esse absurdo!
De noite, os esquerdistas conseguiram chegar à Praça Omônia. Em uma assembléia feita na Praça Eksárjia, os 200 companheiros cercados já haviam saído da Escola Politécnica, ainda que a polícia tenha conseguido pegar alguns poucos, decidimos continuar e chegar onde os esquerdistas estavam, para juntos nos dirigirmos ao Tribunal Antigo. Entre discursos que duraram bastante tempo e sem iniciativa alguma, finalmente saímos, por volta de 200 pessoas mas, de imediato iniciaram novos distúrbios com os MAT na rua Zemistokleús, que haviam bloqueado as ruas antes da praça Omônia, com barricadas, coquetéis molotov e pedras. Finalmente nos retiramos de novo para a Praça Eksárjia, onde a manifestação se dissolveu.
É importante destacar o papel de vários jornais televisivos que falavam que "cidadãos” gregos se manifestavam contra os “imigrantes ilegais”.
Policiais – Fascistas – Meios de Comunicação: Todos os bastardos trabalham juntos!
Vídeos e fotos da cooperação entre a polícia grega e grupos fascistas: http://athens.indymedia.org/
Tradução > Palomilla Negra
Fonte: ANA - Agencia de noticias Anarquistas
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